terça-feira, 8 de outubro de 2019

A caça, o mundo rural e as tradições

  
O estado tem o dever - e a responsabilidade - de me "proteger"

Muito se tem falado e debatido nas redes sociais acerca dos mais recentes ataques à caça e ao mundo rural, tal como o conhecemos, por parte de algumas forças politicas e de outros movimentos com motivações duvidosas. Algumas dessas forças reforçaram a sua influência do parlamento, o que fez, uma vez mais, soar as campainhas de alarme.

Modas à parte, temos de reconhecer que ser caçador não está na moda. Gostar e prestigiar as nossas tradições, também parece não estar na moda. Até comer um bom bife, para além de não estar na moda, parece que agora é crime...
Perante tudo isto, onde é que nós, caçadores, amantes do mundo rural e das tradições, nos enquadramos? Estaremos condenados a sermos rotulados de trogloditas, atrasados, assassinos, etc, etc? Definitivamente eu digo que NÃO!

Um homem sem história, é um homem sem futuro. Aprecio muito os jovens (e a juventude), reservo-lhes a grande responsabilidade de virem a ser guardiões - no futuro - não só da sua carga genética, mas também das suas memórias. Estas - as memórias - serão algo que alguém teve o cuidado de lhes transmitir ao longo da vida e  que, em si, devem comportar - não apenas - o historial familiar, mas também cultural de toda uma sociedade onde estão inseridos.

Presumindo que os declarados anti-caça não tenham nascido por geração espontânea, todos eles terão uma família. Acredito, também, que será uma família funcional e estructurada, com valores e tradições. Sejam da cidade, ou do campo, acharão essas pessoas que têm o direito de tentar apagar as memórias e tradições de todas as outras? Rotular e colocar epítetos a alguém, apenas porque não comunga das mesmas ideias, será uma atitude civilizada?

Sou de uma geração que viveu um momento da nossa história em que não era fácil ter opiniões contrárias ao sistema. Vivi a transição e, por isso, consigo estabelecer comparações. A nossa liberdade termina onde a do outro começa. Que legitimidade têm estes "novos pensadores" para criticar, reprimir e proibir-me de fazer aquilo que mais gosto? Menos ainda, para me apelidarem com adjectivos já de si abjectos!

Exijo respeito! Respeito como ser humano, mas - acima de tudo - como cidadão cumpridor da lei em vigor e como contribuinte que pago os meus impostos.
O estado tem o dever - e a responsabilidade - de me "proteger"! Tem a obrigação de fazer com que eu não seja atacado por grupos de radicais extremistas - com agendas mais ou menos ocultas - que querem acabar com o meu modo de vida e as minhas memórias!

Em defesa da Caça e do Mundo Rural.
Rui Bonito